domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Prepara-te
Querido, prepare a mesa, hoje temos visitas.
De todas as rotas, todos os ventos, teu nome vem dançar nos meus ouvidos.
Então prepara-te.
Prepara-te para correr de alegria, para sofrer de desgosto e para te quebrar, até.
Mas coração, nem te preocupes com isso. Sou tão cicatrizada que uma pancada a mais ou a menos
nem se sente mais.
Mais prepara-te. O vestido colorido já está a tua espera. A nossa espera.
Esperando em flores douradas um dia inesquecível.
Princesas contemporâneas vão à guerra sem esperanças.
Andressa Virgínia
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Em uma volta, um ano.
Por todos os lados incorpora-me o tempo. Tempo de voláteis inconstâncias. Em uma volta, um ano. Em um ano tantas histórias.
Dizem que na vida um ano passa rápido, e que quanto mais os anos passam mais as pessoas se perdem no tempo. No entanto, errados são os que o tentam atropelar. O tempo é maior que nós, maior que as vontades e os desejos. É senhor de si. Resta-nos somente o acompanhar. Acompanha-lo em voltas. Em nós, laços e tranças.
Em um ano uma volta, ou duas... em um ano um laço talvez! Em um ano entrar em um mundo que antes era só meu e que eu nem sabia que existia. Em um ano, abrir em flores e dores o coração de garota afetada. Porque minha gente, em um ano eu comprovei. Dar nós é fácil, cortar nós é fácil. Difícil mesmo é dar laços, cortar laços. Difícil é desapegar, desviciar, desadrenelizar.
Difícil é esquecer. O passado, os amigos, as dores, as paixões. E quem disse-lhe caro, que tudo isso também não são laços? Crede.
Tomei pra mim a missão, de desvendar em minhas antigas agendas lembranças só minhas. Pequenos devaneios de uma vida ainda por viver. Hoje é o primeiro dia do inicio do final da vida. É assim, todos os dias. E o senhor Tempo que me perdoe. Serei eu, portanto, a cavaleira a desafiar-te.
E se no final, não entenderes, não te preocupes. Porque minhas palavras são se cetim. Com elas faço laços coloridos de poesia infinita.
Que das voltas que faço mais laços se saiam!
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| Vamos dar mais uma volta? Duas, ou três? |
Andressa Virgínia
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Vômitos
Certamente você não vai poder me dizer. Não adianta. Sabe por quê? Porque no reflexo do espelho as pessoas vêem um gigante violento, mas, que no seu infinito devaneio não passa de uma criança órfã de afeto. Sem afeto e afetada. Cheia de transtornos, bipolar de conhecimento. Nascida da confusão das pessoas.
As palavras faladas são voláteis demais. Soltas fazem estragos. É melhor, companheiro que tu me digas, sem rodeios, enfim, o que se passa na tua alma perturbada de gente. Mas se puderes escolher, escreve. Porque é na escrita que tua aura grita e brilha.
Caro, a palavra escrita é visceral. É vomitada. Sai de dentro, em força de vulcão. E você nem pode querer segurar. A todo instante vômitos de poesias fogem por entre os dedos das mãos. Uso de vômitos porque são expressivos, fortes e violentos, sem explicação por vezes.
E tu me perguntas, então, o propósito disto. Responder-te-ei, caro. Não há propósito algum. E se houver, marcaremos um dia de domingo à tarde para tomar chá. Pois é só nos domingos que me permito pensar.
Andressa Virgínia
domingo, 17 de abril de 2011
Sobre a dor.
A dor não quer dizer nada. Ela só está ali pra te fazer sentir. Seja esse sentimento qual for. A casa lotada é reconfortante, te segura, te faz enxergar que tu não estás sozinho, que amigos, vizinhos, familiares existem. Mas a dor fica. Ela perdura. E o coração sangra, dói. E tu entenderes nada, entras em estado de confusão. Uma confusão quase infinita. A finitude dessa vida está no infinito das dores. Ou, na aparência infinita que ela têm. Mas tranquilize-se caro, a dor sentida, vivida, é mais que aprendizado. É cicatriz. Cicatrizes que te levarão ao mais alto patamar de conhecimento sobre ti mesmo. E quando tu compreenderes a cicatriz, é fechado mais um ciclo da tua vida. A vida que é redonda. É cíclica. Tão cíclica que dor e felicidade por vezes se esbarram. É este o mistério.
Andressa Virgínia
segunda-feira, 11 de abril de 2011
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